quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Cuidados com os exercícios após lesão no joelho

Queimar etapas e acelerar a volta pode causar recidiva
Por Ricardo Nahas



Mede-se o sucesso de um tratamento pela qualidade com que se retomam as atividades que precedem a lesão, o que torna a reabilitação e os treinos passo fundamental na volta ao esporte. Uma das sedes mais frequentes de traumas, agudo ou crônico, os joelhos requerem atenção muito especial antes do retorno a fase competitiva, após lesão.

Queimar etapas e acelerar a volta à prática esportiva nem sempre é um bom negócio. O maior risco que se corre assumindo esse risco é o retrocesso, ou seja, a recidiva da lesão. E, se acontecer, tudo volta à estaca zero, dobrando o tempo de recuperação, no final das contas. 

Os ensaios de literatura são fartos em fórmulas, algoritmos, consensos e diretrizes para o trabalho entre a cura da doença e a volta a competição. No entanto, todos giram em torno de uma recuperação funcional plena. 

Sabemos que os joelhos são dependentes dos músculos que o servem no arco de movimento e que sua simples atrofia é responsável por perda da função, transformada em doença. 

 Ciente desse fato, a orientação é perder o mínimo possível de sua capacidade muscular de força e resistência. Exercícios devem ser orientados com este objetivo desde o início do tratamento, minimizando perdas, até o momento da execução do gesto ao retorno do esporte praticado. Para esta força e resistência, exercícios isométricos, isotônicos e isocinéticos são utilizados à medida que a reabilitação se desenvolve. O balanço agonista/antagonista e com o membro contra lateral deve receber igual importância e tratamento.

Junto com o cuidado do "motor" do movimento - os músculos, devemos olhar para o arco de movimento, ou seja, a distribuição de forças ao longo de toda a superfície articular conseguida quando o joelho volta a recuperar toda sua plenitude.

A flexibilidade, combinada com a força e resistência muscular localizada, conferem a articulação sua função mais básica para execução de tarefas do dia a dia, do cotidiano. O esporte exige mais. 

Comprovada a reabilitação, exercícios de propriocepção são implementados procurando reeducar ligamentos no novo contexto espacial, de equilíbrio e coordenação, auxiliados pela estabilidade conferida pela força e a amplitude obtida com o alongamento e flexibilidade articular.

Todo esse processo localizado de recuperação deve ser acompanhado por exercícios de resistência aeróbia desde o início, se possível o mais próximo do esporte praticado. Por exemplo, se for jogador de futebol, em corridas, se for ciclista, pedalando.

No entanto, nem sempre isso é possível. Mesmo assim, o treino aeróbio deve ser estimulado e devem também ser adaptadas maneiras para que as trocas metabólicas permaneçam e ocorram próximo da máxima eficiência, ajudando no tratamento como um todo.

Observe que, independente da lesão, quanto mais rápido forem instituídos exercícios, melhor o resultado obtido no tratamento e mais precoce será o retorno ao esporte, em melhores condições.

Jamais devemos esquecer que cada caso é um caso. Ou seja, não é porque o vizinho se deu bem com determinado tratamento que você também irá obter sucesso com o mesmo. Os aptos a comandarem o show são seu médico, fisioterapeuta e educador físico. Não deixe de ouvi-los. Todos treinados para essa finalidade.  

Fonte:minhavida.com.br

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Exercícios físicos ajudam na prevenção do câncer de mama

Atividades físicas podem reduzir em até 25% as chances de se ter a doença

Por Helena Dias


Os exercícios e a alimentação ainda são o melhor caminho para se ter uma vida saudável e prevenir doenças, entre elas, o câncer de mama.

Um estudo realizado pela Associação Americana para Pesquisa do Câncer mostrou que os exercícios regularmente diminuem em até 25% as chances das mulheres que estão na menopausa contraírem o câncer de mama.

Isso acontece por que os exercícios físicos, ao elevarem os batimentos cardíacos, também ativam a circulação sanguínea, equilibrando as quantidades de hormônios como o estrogênio e a progesterona. Outras pesquisas acreditam que essa queda do estrogênio, grande agente no desenvolvimento do câncer de mama, ajuda a prevenir a formação de nódulos.

E após a menopausa, esse hormônio passa a ser produzido no tecido adiposo.

Exercitando-se, a mulher também diminui a camada de gordura, diminuindo o espaço para a proliferação do hormônio. Outro ponto a favor é que os exercícios liberam noradrenalina, serotonina e dopamina, substâncias responsáveis pela sensação de bem-estar.

No entanto, para que isso se concretize, é necessário fazer exercícios de intensidade moderada, que queimem pelo menos 300 calorias por hora. Para isso, você pode lançar mão de meia hora de corrida ou uma hora de musculação, caminhada ou pilates. Faça pelo menos 3 vezes por semana.

Fonte: maisequilibrio.com.br

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Pilates na gravidez

Veja como os exercícios podem ajudar no período de gestação

Por Caroline Sarmento 



Atenção, grávidas: o pilates pode ser tudo o que você precisa durante a gestação, a começar pelo ajuste da postura.

A gravidez costuma fazer com que a mulher desloque o corpo para frente, por causa do peso abdominal, debilitando a postura. Os exercícios do pilates combinados a alongamentos são ótimos para reverter essa tendência.

Além disso, a prática fortalece membros superiores, inferiores, músculos do pescoço e da região cervical, preparando o corpo para o parto. Para gestantes, ele pode começar a ser praticado a partir dos 3 meses, estando contra-indicado apenas para a futuras mamães que tenham uma gravidez de risco, ou que nunca praticaram exercícios físicos - os resultados podem complicar os quadros. Fora isso, está liberado realizar os movimentos, já que vão auxiliar a adaptação do corpo à gestação.

Aliás, o pilates também é indicado para o pós-parto. Depois da recuperação, as mulheres que acabaram de ter filhos também podem apostar nos exercícios para voltar à forma. Ele ajuda a combater a flacidez e corrigir os músculos que se deslocaram durante a gestação, como o abdômen.

Durante a gestação, não são indicados muitos malabarismos e também ficam de fora os exercícios abdominais. Eles podem prejudicar a gravidez ou aumentar os enjôos. Em todas as situações, a prática deve ser acompanhada por um profissional fisioterapeuta ou educador físico especializados na área. O indicado é praticar de uma a três vezes por semana.

Além das mães, os bebês também são beneficiados pelo pilates. Ao praticar, a mãe libera endorfina no organismo, que chega aos bebês por meio da placenta, proporcionando bem-estar e relaxando os pequenos.

Fonte: maisequilibrio.com.br

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Sete técnicas para relaxar em 60 segundos

Por Redação

A rotina agitada e a falta de tempo para descansar abrem cada vez mais espaço para as tensões e para o estresse. Dar prioridade aos momentos de lazer e à prática de exercícios físicos é uma maneira de espantar as preocupações. No dia a dia, pode ser até mais simples. Algumas técnicas ajudam a relaxar em apenas 60 segundos.

"Toda a vez que passamos por uma situação estressante, muitos sintomas se manifestam fisicamente, causando incômodos, irritações e mal estar. Por isso, técnicas de respiração e concentração, ajudam a controlar os sintomas da ansiedade", diz a psicóloga Adriana de Araújo, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia. A seguir, confira alguns hábitos que ajudam a relaxar em um minuto.



1.Faça contagem regressiva olhando para cima

Mesmo que seja bastante simples, essa técnica ajuda a relaxar, já que aumenta a concentração em uma tarefa e tira a atenção do que está causando ansiedade. "É preciso se concentrar em algo para relaxar. Fazer contagem regressiva, a partir do 60, bem devagar, vai ajudar", explica a psicóloga Adriana de Araújo.

Além disso, olhar para cima estimula sistema nervoso, o que ajuda a reduzir a pressão arterial e diminui o ritmo da respiração, causando a sensação de relaxamento. "Tudo que fizermos para diminuir os batimentos cardíacos ajudará a controlar a ansiedade, inclusive adotar técnicas de postura e concentração", diz explica a psicóloga Giovanna Tessaro, de Curitiba.

2.Anote as preocupações em um caderno

Esse método aumenta a concentração, evita distrações e avisa o cérebro que é preciso desacelerar. "Quando fazemos isso, a mente entende que as preocupações estão 'guardadas' e não devem ser resolvidas naquele momento, diminuindo a ansiedade", diz Adriana Araújo.

Segundo a psicóloga, anotar as preocupações em um caderno também ajuda a acabar com insônia. "Algumas vezes muitas tarefas que não conseguimos realizar durante o dia nos impedem de relaxar e dormir. Colocar tudo no papel vai ajudar a nos ?livrar? daquilo até o dia seguinte", explica Adriana.

3.Controle a respiração por um minuto

Um dos principais efeitos da ansiedade é o aumento do ritmo cardíaco. "O coração é cheio de terminações nervosas e por isso reage muito facilmente a estímulos cerebrais, que ficam mais intensos em situações de ansiedade e estresse", explica a psicóloga Giovanna Tessaro.

Segundo a psicóloga, algumas técnicas simples de respiração ajudam a controlar o ritmo cardíaco, diminuindo a sensação de ansiedade. "Basta inspirar profundamente com o nariz e segurar o ar por alguns segundos, repetinto esse processo várias vezes", explica. ?Depois, fixe a atenção no peito, na região do coração por 15 segundos?.



4.Relaxe os músculos

Outra manifestação física da ansiedade é a contração involuntária dos músculos, que causam tensão e muito desconforto. Os músculos que mais sofrem com o estresse são os do pescoço, costas e pernas. "A ansiedade, por mais que seja psicológica, se manifesta fisicamente. É comum cruzar as pernas e deixar os músculos das costas e do pescoço enrijecidos", explica Adriana Araújo.

Para desfazer os nós dessas regiões, é importante fazer pequenas seções de alongamento. Aposte em movimentos circulares, realizados lentamente, com o pescoço, pulsos e tornozelos, para aliviar as tensões da musculatura.

5.Leia um gibi

O hábito da leitura leve, como a de um gibi, é uma boa saída para relaxar em momentos de tensão. "Outras leituras mais complexas e longas podem causar muita distração, o que, após alguns minutos, faz a ansiedade e o estresse voltarem ainda mais intensos", diz Adriana Araújo. Ler uma revista ou notícias curtas de um jornal também ajuda a evitar pensamentos que trazem angústia.

6.Carregue o lanche certo

Experimente parar para fazer um lanchinho. Nos momentos de ansiedade, a mastigação ajuda a relaxar alguns músculos do pescoço. No entanto, escolher o lanche certo é essencial para afastar a ansiedade e o estresse. "Alimentos bastante práticos e fáceis de transportar, como castanhas e laranja, contém selênio e vitamina C, respectivamente. Esses dois nutrientes melhoraram o funcionamento do sistema nervoso, evitando a ansiedade", explica a nutricionista Daniela Cyrulin, do Instituto Saúde Plena, em São Paulo.

7. Bolinha de tênis

Caso esteja em casa, coloque a bolinha de tênis entre as suas costas e uma parede. Inicie a massagem nos pontos em que a tensão é maior. Depois, passe a massagear o ombro e toda a região próxima do pescoço, para relaxar os músculos dessa área.
 
Fonte: minhavida.com.br

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

De malas e cadeira de rodas, blogueira embarca para o segundo intercâmbio

Marcelle Souza
Do UOL, em São Paulo


Michele é designer e criou um blog sobre
acessibilidade durante o intercâmbio | Arquivo pessoal
No início de outubro, Michele Simões embarca para o Canadá, onde vai estudar inglês. Além das curiosidades e do frio na barriga comuns aos intercambistas, ela carrega um desafio adicional: vai conhecer uma nova cidade e uma outra cultura a partir dos olhos de quem está na cadeira de rodas.

Essa é a segunda vez que ela viaja para estudar inglês –a primeira experiência foi em Boston, nos Estados Unidos, em 2013— e tudo será registrado no seu blog "Guia do Viajante Cadeirante", criado no ano passado. "O blog nasceu da minha necessidade de saber mais informações sobre intercâmbio para cadeirantes. Então eu comecei a escrever sobre tudo, desde de qual a melhor sonda para usar em uma longa viagem de avião até a acessibilidade dos museus que eu visitava", afirma. "São coisas mínimas, mas que para a gente ajuda muito", diz Michele, que tem 32 anos e é designer de moda.

Assim que o blog entrou no ar, ela começou a receber e-mails de leitores de várias partes do país. "As pessoas entram em contato para dizer que ficaram muito motivadas ao ver a minha experiência, que tinham medo de viajar sozinhas, mas perceberam que é possível".

Michele anda de cadeira de rodas há oito anos, desde que fraturou três vértebras em um acidente de carro.

O melhor destino

Em 2013, Michele teve que percorrer algumas agências até encontrar uma empresa que entendesse que, no caso dela, seria preciso verificar outros aspectos além do curso mais adequado.

"Pensei em ir para São Francisco, mas o deslocamento seria muito difícil, porque a cidade é cheia de morros. Então eu escolhi ir para Boston, porque eu queria poder fazer tudo sozinha, queria independência, e descobri que a cidade é muito acessível", diz.

Foram três meses de estudos, novos amigos e de descobertas. "Fazia oito anos que não saía de casa sozinha. O intercâmbio foi um rompimento na minha vida, lá eu redescobri a força que eu tinha, sou muito mais segura", diz.

A viagem e a repercussão do blog foram tão positivas que ela ganhou, além de seguidores na internet, patrocinadores para uma segunda aventura. Dessa vez, ela vai para Montreal, no Canadá, para estudar inglês por mais 20 dias.

Michele pratica windsurf durante o intercâmbio que fez nos Estados Unidos em 2013 | Arquivo pessoal


Dicas de uma "cadeirante viajante"

Para quem pretende embarcar para fora do país com malas e uma cadeira de rodas, Michele diz que é preciso pesquisar tudo nos mínimos detalhes. O primeiro passo, diz a designer, é encontrar uma agência de intercâmbio que dê suporte e esteja interessada nas suas necessidades.

Depois, aconselha a blogueira, pesquisem juntos qual é a cidade mais adequada, segundo o valor que você pretende investir e as condições da cidade. "É importante investigar se a acomodação e se a escola onde você vai estudar oferecem serviços adequados para a sua necessidade. Muitos lugares dizem que são acessíveis, mas não são", diz. Michele prefere ficar em hotéis, já que seria difícil encontrar casas de família ou moradias estudantis com a infraestrutura adequada.

Para viajar com segurança, ela diz que vale pedir fotos da escola, dos banheiros e do quarto que você deve ficar. Uma boa dica é pesquisar como funciona o transporte público da cidade, como são as calçadas e se os lugares que você pretende visitar têm as condições adequadas de acessibilidade.

Certifique-se também com a companhia aérea se há banheiro acessível e como funciona o embarque da cadeira de rodas. "É preciso fazer uma pesquisa boa, ver qual é o seu principal medo, o que te limita e correr atrás para solucionar isso. Se a cidade é acessível, é só manter a calma. Pode parecer tudo uma super aventura, mas se você estiver bem auxiliado, tudo vai corre bem", afirma Michele.

O embarque para o Canadá está marcado para o dia 4 de outubro, mas na lista de desejos de Michele estão futuras viagens para a Europa e a Austrália. "Eu tento transmitir para as outras pessoas que medo a gente sempre vai ter, mas que uma experiência dessas pode ser libertadora", diz.

Michele Simões, 32, viajou para Boston, nos EUA, e agora vai Montreal, no Canadá | Arquivo pessoal


Fonte: educacao.uol.com.br

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Pilates com bola: controle sua ansiedade



A aula de Pilates com Bola controla picos de ansiedade e depressão ocasionados pelo estresse do dia a dia. Mais do que um exercício físico, é um exercício mental, que tem como objetivo trabalhar a mente associada ao corpo.

Os benefícios do Pilates, associados aos exercícios com a bola, tornam a aula ainda mais divertida e os resultados são rápidos e aparentes, pois, tonifica e define músculos, melhora a flexibilidade e harmoniza as formas do corpo.

No Pilates com a bola, trabalha-se com as camadas mais profundas da musculatura de maneira muito eficaz. A bola permite que a coluna e os glúteos fiquem apoiados, sem interferir na execução ideal dos exercícios, pois é muito comum que os músculos mais fortes "roubem" o direcionamento da força.

Os exercícios são apresentados de forma bem simples, evitando as séries com infinitas repetições. Esse é o aspecto singular do Pilates: as repetições maçantes não existem. Os movimentos são contínuos (em camadas) e o grau de dificuldade é gradativo. Todos esses exercícios requerem muita precisão e concentração. Por isso, exercitam a capacidade de concentração e relaxamento.

A união dos exercícios do Pilates com a bola faz com que essa aula possa ser praticada por pessoas de diferentes níveis de condicionamento, que se recuperam de lesões ou estão em plena forma. Traz benefícios posturais, uma notável melhora no equilíbrio e coordenação, além da satisfação e diversão proporcionadas pela prática.

Experimente!

Fonte: maisequilibrio.com.br

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Os Benefícios da Acupuntura

Para a Medicina Tradicional Chinesa, a má distribuição de energia vital é a causa das enfermidades. Assim, a acupuntura estimula alguns dos cerca de mil pontos existentes no corpo para reequilibrar o organismo

Texto: Cristina Almeida / Foto: Fabio Mangabeira / Adaptação: Ana Paula Ferreira

A terapia é indicada para dor em geral: muscular, osteomuscular, cefaleia, dores agudas, entre outras.
Foto: Fabio Mangabeira


Quando um órgão está debilitado, determinados pontos da pele manifestam maior sensibilidade. Observando esse fenômeno, há mais de 3 mil anos, os chineses concluíram que cada órgão possui um correspondente ponto específico que, uma vez estimulado, pode aliviar a dor, prevenir e até tratar doenças. Assim nasceu a acupuntura, uma das mais importantes técnicas da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), introduzida no Brasil há mais de 40 anos. Considerada terapia complementar, desde 1995 é também reconhecida como especialidade médica. Em 2006, o Ministério da Saúde incluiu a técnica entre as Práticas Integrativas e Medicinas Complementares do Sistema Único de Saúde (SUS).

Como funciona

Segundo a médica Gislaine Cristina Abe, especialista em acupuntura e responsável pelo ambulatório de Medicina Tradicional Chinesa do Setor de Investigação de Doenças Neuromusculares da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o mecanismo de ação da terapia ainda não foi totalmente elucidado: “Sabe-se que existe uma relação muito estreita com o sistema nervoso e o movimento da água no organismo”. Já o médico Dirceu de Lavôr Sales, presidente do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA), explica que, quando um ponto é estimulado, uma espécie de mensagem é enviada pelos nervos periféricos até o sistema nervoso central (medula e cérebro).

Essa ação provoca “a liberação de substâncias químicas conhecidas como neurotransmissores, desencadeando uma série de efeitos importantes: analgésico, anti-inflamatório, relaxante muscular; além de uma ação moduladora sobre as emoções, os sistemas endócrino e imunológico e várias outras funções orgânicas”.

Como o ponto forte da acupuntura é a prevenção de doenças e ela não tem contraindicação, muitas pessoas se submetem à prática visando apenas ao bem-estar e ao equilíbrio.

Quem pode fazer

Os especialistas garantem que a técnica é indicada para todos, até mesmo para as crianças. “Há uma exceção quanto à técnica com agulhas, pois ela não deve ser usada por pessoas que apresentem alterações na coagulação sanguínea. Doenças crônicas, em fase avançada, também devem ser avaliadas com cuidado no aspecto risco/benefício”, informa a médica Gislaine Abe. A única particularidade é que, de acordo com os fundamentos da MTC, o paciente deve ser avaliado de forma integral: mente e corpo são partes de uma mesma unidade.

Assim, o médico o escutará, perguntará e fará o exame físico, que inclui a verificação de seu pulso (parte fundamental do diagnóstico), bem como sua língua. Exames complementares podem ser solicitados.


Os tipos mais comuns

A Organização Mundial da Saúde incentiva a prática da acupuntura sistêmica. Mas existem técnicas que usam pontos auriculares ou regiões cerebrais, indicada para sequelas de AVC.

Cuidados com as agulhas: As agulhas devem ser descartáveis; a inserção deve ser feita em uma profundidade adequada e compatível com a estrutura do paciente e do local a ser estimulado; a assepsia (limpeza) é imprescindível.

Doenças tratáveis: A terapia é indicada para dor em geral: muscular, osteomuscular, cefaleia, dores agudas, entre outras. Outras moléstias tratáveis são: náuseas e vômitos pós-quimioterapia, dependências químicas, asma, etc.

Riscos mínimos: Surgimento de dor e/ou sangramento. Riscos mais graves são infecções de estruturas externas e quebra de agulhas, mas são raros.

Efeitos colaterais: Se praticada por profissionais rigorosamente treinados, a técnica é segura. Por isso é importante obter informações sobre as credenciais do terapeuta. As complicações da má prática são muitas e variadas: desmaios, perfuração do pulmão, infecção auricular, meningite, encefalite, mastoidite, etc.


Fonte: revistavivasaude.uol.com.br

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Conheça os Benefícios do Alongamento

A ioga e o pilates aliam os benefícios do alongamento a outros ganhos para a saúde. Confira.

Texto: Rita Trevisan/ Foto: Fabio Mangabeira/ Adaptação: Ingrid Tanii

Os exercícios de alongamento feitos no início do dia servem para ativar a musculatura do corpo
Foto: Fabio Mangabeira

Já reparou como gatos e cachorros esticam o corpo todo antes mesmo de dar o primeiro passo, todos os dias, pela manhã? Segundo os especialistas, seria ótimo se os homens pudessem copiar esse bom hábito dos seus melhores amigos. “Quando feitos no início do dia, os exercícios de alongamento servem para ativar a musculatura do corpo, preparando-o para as tarefas que serão realizadas na sequência”, esclarece o neurocirurgião Luiz Pimenta.

Mas não vale investir só no alongamento matinal e passar as outras tantas horas restantes sem dar atenção ao seu corpo. É fundamental levantar-se pelo menos a cada 1h30 se você trabalha sentado. Para quem fica em pé o dia todo, o ideal seria conseguir alguns minutos de repouso, também em um espaço de tempo inferior a duas horas, para sentar-se e até colocar as pernas para cima.

Nessas pequenas pausas, também é interessante levantar os braços para o alto, estender as pernas, girar o pescoço, os punhos, os calcanhares, além de caminhar lentamente e de forma descompromissada pelo corredor. São cuidados simples e que, ao longo dos anos, farão toda a diferença. Atualmente, diversas práticas aliam os benefícios do alongamento a outros ganhos para a saúde física e mental. É o caso da ioga e do pilates, que favorecem o fortalecimento, trabalhando, em paralelo, a flexibilidade muscular.


Fonte: revistavivasaude.uol.com.br

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Dores nas costas: exercícios para prevenir e para quem já tem o problema

O fortalecimento muscular irá evitar complicações na coluna, as atividades de baixo impacto são as mais orientadas

POR BRUNA STUPPIELLO

Os exercícios são aliados importantes para prevenir e para quem já sofre com as dores nas costas decorrentes de problemas na coluna ou de postura. "Tudo irá depender do exercício e de cada problema, porém, diria que de forma geral as atividades físicas são aliadas, pois proporcionam o fortalecimento de determinados grupos musculares e o alongamento de outros, o que irá melhorar a sustentação da coluna, diminuindo assim a sobrecarga em outras estruturas como os discos e ligamentos", explica o ortopedista Alexandre Podgaeti, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Coluna.

Porém, é preciso tomar uma série de cuidados antes, durante e depois dos exercícios e escolher a atividade correta para cada situação. Conversamos com um ortopedista, um médico do esporte e uma educadora física e listamos as melhores atividades físicas e quais as precauções necessárias para quem tem dores nas costas. Confira:



Cuidados necessários

Pessoas que tem problemas na coluna precisam consultar um médico ortopedista ou fisiatra antes de iniciar os exercícios. "Eles vão orientar qual tipo de atividade pode ser feita e com qual finalidade. Também é importante a avaliação clínica e cardiológica para prevenir complicações de uma possível doença cardíaca assintomática", explica o ortopedista Alexandre Podgaeti, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Coluna.

Quando for praticar o exercício é importante fazer um alongamento geral ou específico para grupos musculares que serão exigidos naquele exercício antes de iniciar a atividade e também após terminá-la.

Durante a atividade fique atento a algumas questões. "Evite o levantamento de objetos com peso superior a 10-15% de seu peso corporal e não abaixe, mas sim agache", diz Podgaeti.

No dia a dia procure manter o peso corporal dentro do ideal, sente-se corretamente, renove o colchão sempre que ele começar a afundar, durma de lado e de preferência com o travesseiro na altura do ombro e, por fim, procure um médico sempre que houver dor intensa ou persistente. Esses cuidados cotidianos são essenciais para não iniciar ou agravar a dor nas costas.


Quem não pode fazer exercícios

Apesar de serem benéficos para quem tem problemas na coluna, para algumas pessoas as atividades físicas podem não ser recomendadas. "Existem pessoas que são sedentárias e começam a ter dores na coluna e neste momento decidem praticar exercícios. Não é uma boa hora para se fazer isso, mas sim de ir ao médico, ser examinado, fazer exames para o diagnóstico e aí receber as recomendações para a prática de atividades físicas", conta Podgaeti.

Há outras situações em que não se recomenda as atividades, como diminuição de força causada por compressão de algum nervo na coluna. Neste caso, pode ser que necessite inclusive de cirurgia, dependendo do caso. Pessoas em tratamento de fratura vertebral ou na presença de tumor que comprometa a estabilidade da coluna também não podem praticar atividades. É importante ressaltar que cada caso deve ser avaliado por um médico, pois eles possuem diferentes restrições.


Treino aeróbico

É preciso tomar cuidado com a escolha dos exercícios aeróbicos. "No geral aqueles que causam maior impacto, como a corrida não são tão bons", constata o médico do esporte Roberto Ranzini.

Desta forma, atividades que normalmente são orientadas são a caminhada, o transport e a bicicleta ergométrica. "Porém, tudo irá depender do problema que a pessoa tem. A bicicleta ergométrica, por exemplo, é ótima, mas se a pessoa tem uma complicação no cóccix, o exercício já passa a não ser recomendado", observa a educadora física Fernanda Andrade.


Exercícios na água

Outas opções de aeróbicos de baixo impacto são os exercícios na água. "Eles são uma alternativa porque aliviam o peso do corpo sobre a coluna", afirma Ranzini.

As melhores alternativas na água são a hidroginástica e a natação. "Vale destacar que para alguns problemas de coluna o nado de peito e o de borboleta não são orientados, o primeiro devido à maneira como a abertura de pernas é feita e o segundo por causa do movimento de subir e abaixar", conta Andrade. Caso a complicação seja na cervical, o nado crau não é indicado, pois o movimento do pescoço pode gerar inflamações.


Exercícios na musculação

A musculação é muito boa para quem tem problemas na coluna. "Ela irá ajudar a fortalecer a musculatura do core, abdômen, quadril e lombar. Essas três musculaturas precisam estar fortes para que a coluna fique bem estável", explica Andrade.

É melhor fazer os exercícios nas máquinas, pois assim irá garantir a melhor execução dos movimentos. "Procure fazer um treino com bastante equilíbrio, nada de exercitar mais um grupo muscular do que outro", conta Andrade. Também é importante tomar cuidado com o aumento de carga, ele precisa ser ainda mais gradativo do que quando a pessoa não tem problemas na coluna.


Exercícios abdominais

Fortalecer o abdômen é essencial para quem tem problemas de coluna. "Caso o esta região esteja fraca a curvatura da coluna fica mais acentuada. Com um abdômen forte há uma barreira que deixa a coluna estável", observa Andrade.

Contudo, há diferentes tipos de abdominais orientados para cada problema. Em algumas situações é recomendado que a amplitude do movimento seja menor, em outros casos a pessoa pode fazer apenas abdominais na região inferior. Por isso, é sempre importante ter a orientação do médico e do educador físico.


Exercícios de equilíbrio

Os exercícios que treinam o equilíbrio são ótimos para a coluna. "Eles melhoram a propriocepção, noção de posição dos membros para o cérebro, o que irá ajudar a pessoa a se posicionar melhor", explica Ranzini.

Além disso, o esforço para se manter equilibrado faz com que a musculatura profunda do corpo, que é responsável pela estabilidade, seja fortalecida. Assim, as articulações, tendões e ligamentos são beneficiados pois ficam próximos dessas musculaturas e as chances de problemas, especialmente na coluna, diminui. Boas alternativas de exercícios de instabilidade são os feitos com a fit ball, aquela bola grande utilizada nas academias e no pilates, e o slack line, esporte que envolve andar e se equilibrar em cima de uma fita apropriada.


Fonte: minhavida.com.br

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Entenda como são feitos os exercícios do treinamento funcional

Além de ajudar a emagrecer, prática melhora a flexibilidade e o condicionamento físico

ESCRITO POR: Givanildo Matias - Educador Físico


Treino funcional
O treinamento funcional é um método de trabalho ainda mais dinâmico que os treinos convencionais. Ele é caracterizado por mesclar diferentes capacidades físicas em um único exercício. Assim, o foco passa de um grupo muscular isolado para todo o corpo - os movimentos trabalham a força muscular, a flexibilidade, o sistema cardiorrespiratório, a coordenação motora e o equilíbrio.

Na academia há diversos aparelhos que trabalham um músculo por vez e, em geral, os praticantes não precisam pensar muito para realizar os exercícios. Mas para fazer o treinamento funcional são usados apenas alguns acessórios e os exercícios apresentam uma complexidade maior. Apesar dos benefícios do treino global, pode haver um risco maior para lesões. O melhor então é contar sempre com a supervisão de um especialista, um profissional de Educação Física.


Quem pode fazer?

Além de fatores como idade e sexo, a prática do treinamento funcional tem muito a ver com o histórico de cada praticante. Pessoas que, ao longo da vida, praticaram diversas modalidades esportivas e atividades físicas, certamente se adaptarão melhor a este tipo de treinamento. Devido à complexidade envolvida, esse método não é um dos mais indicados para as pessoas previamente sedentárias. O ideal para este público é se preparar com exercícios mais simples, como a própria musculação, antes de se submeter ao treinamento.

Como é feito?

Em alguns exercícios, a carga de trabalho é exercida pelo próprio peso do corpo somado ao equilíbrio. No entanto, também pode ser realizado com acessórios e até alguns equipamentos específicos que já existem no mercado. Entre os principais acessórios estão a bola suíça, o cinto de tração, a medicine bol, o bosu, o mini trampolim, a theraband e os cones.

Quais são os benefícios?

Além da tonificação muscular, o treinamento funcional implica numa maior complexidade do movimento e no envolvimento de várias capacidades físicas. Isso faz com que o organismo tenha um gasto energético muito maior, além de trazer grandes contribuições, como a melhora da flexibilidade, o emagrecimento, a otimização da coordenação motora, o ganho de equilíbrio e o condicionamento cardiorrespiratório. Isso tudo além de motivação e da elevada autoestima.

Fonte: minhavida.com.br

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Kinesio taping: o que é, benefícios

O kinesio taping é uma terapia adjuvante que promete resultados surpreendentes para vários problemas. Saiba mais a respeito do assunto e fique por dentro de seus benefícios.

Muita gente pode estranhar o nome “Kinesio taping”, que soa diferente e não parece nenhum pouco familiar, entretanto a maioria das pessoas já deve ter visto, ao menos pela televisão, os atletas utilizando adesivos grudados pelo corpo, e com certeza acabou se questionando sobre o assunto. Acabe com as dúvidas e conheça o kinesio taping e seus benefícios.


O kinesio taping surgiu na década de 70. (Foto: divulgação)


O que é

Desenvolvido pelo quiropata Kenso Kase durante a década de 70, é uma técnica de bandagem que tem por objetivo estimular a função somatossensorial da pele, do sistema linfático e muscular, além de promover maior estabilidade às articulações.

Para quê serve


Por trás de sua criação existe a teoria de que a função muscular não se limita apenas aos movimentos do corpo, servindo também para auxiliar no controle da circulação do sistema arterial, venoso e linfático e ainda estabilizar a temperatura corporal.

O kinesio taping é um tratamento alternativo que auxilia grandemente os fisioterapeutas, que podem utilizá-lo, praticamente sem restrições, nos pacientes que possuem chances de melhora mediante o recebimento de constantes e duradouros estímulos cutâneos.

O sistema de bandagem estimula a função somatossensorial. (Foto: divulgação)

Como Fazer

A terapia consiste na aplicação de uma fita adesiva especial, que é bastante elástica e deve ser posicionada sobre a parte a ser estimulada. A maior parte do efeito benéfico será resultante da tensão de estiramento da fita, que não possui nenhum tipo de medição, como a maioria das pessoas pensa.

Além de não haver nenhum tipo de limitação do movimento, a técnica de aplicação da fita é exclusiva para cada caso e parte do corpo afetada. É de suma importância que a aplicação seja feita por um profissional devidamente qualificado, pois é justamente a maneira como fica é colocada que faz toda diferença no tratamento.

Indicações

O tratamento pode ser realizado em pessoas de todas as idades, inclusive em bebês, onde pode ser muito útil na prevenção e combate de cólicas. Outro grupo de pacientes que podem ter grande benefício com esse tipo de tratamento são os que sofreram derrames ou paralisia muscular.

O kinesio taping é uma ótima maneira de reduzir edemas e dor, decorrentes de lesão muscular, uma vez que o quadro álgico resulta em aumento da pressão sobre os receptores sensoriais e neurológicos, que pode facilmente ser aliviada pelas ondulações que a banda proporciona, tencionando a pele e estimulando a circulação.

A aplicação deve ser feita por especialista. (Foto: divulgação)


Essa terapia alternativa promete ser uma excelente adjuvante no tratamento de vários problemas, podendo ser usada por todos os tipos de pessoas, com as mais variadas idades, além de não possuir contraindicação.

Fonte: mundodastribos.com

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Conheça os prós e contras de cada posição para dormir

A melhor posição é a de lado, mas as outras podem ser corrigidas

POR NATHALIE AYRES


Poucos hábitos são tão eficientes para melhorar a saúde do que dormir: fortalece a memória, ajuda a controlar a hipertensão e o diabetes, diminui riscos de doenças cardiovasculares e até mesmo previne a obesidade e a depressão! Mas para conseguir todos esses benefícios, só tendo uma noite muito bem dormida. E um dos fatores que podem estragar tudo isso é a posição em que nos deitamos. "Para podermos descansar e relaxar a musculatura, precisamos de suporte adequado para não torcer ou tensionar as articulações", comenta o ortopedista Cássio Trevizani, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Mecidina da Universidade de São Paulo (FMUSP). "Ao dormir em uma posição não adequada, a pessoa pode acordar com dores nos músculos, membros, músculos ou na cabeça, além de sensação de sono não profundo", completa o especialista.

Ficou preocupado com a forma como você dorme? Para você saber se está errando ou acertando nessa hora, desvendamos as principais posições para dormir e indicamos como deixá-las melhores ou até mesmo a aprender a mudar e adotar uma forma mais saudável na hora do sono!




Dormir de lado
Se você costuma deitar-se completamente de lado, parabéns! Essa é considerada a melhor posição para dormir. Você sabe por quê? "A questão é que ao se deitar de lado, você consegue manter a coluna mais alinhada", ensina o ortopedista Cássio Trevizani, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Além disso, é uma posição que permite que tanto a cabeça quanto os pés fiquem da altura do coração, o que facilita muito a circulação, fazendo com que o corpo funcione normalmente durante o período em que você está dormindo. 

Como melhorar a posição de lado


Porém, não adianta apenas ficar deitado do jeito certo, alguns ajustes são necessários. Primeiro, o travesseiro: "o ideal é que ele tenha a altura do ombro, para a cabeça não ficar inclinada", estabelece o ortopedista Alexandre Podgaeti, coordenador da Comissão de Campanhas da Sociedade Brasileira de Coluna, membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. "Colocar um travesseiro entre os joelhos também é bom, porque um joelho bate no outro e assim eles ficam alinhados ao tronco", conclui o especialista.

A coluna também é um ponto a se ter atenção: tente respeitar as curvas naturais dessa estrutura, nada de tentar ficar retinho! Manter as pernas levemente flexionadas e o quadril relaxado também são ótimas pedidas para não forçar o nervo ciático. Quanto aos braços, nada de colocá-los para cima. "Dormir com o braço esticado em cima da cabeça pode fazê-lo acordar com dor no ombro, bursite ou tendinite... Isso é um reflexo de um travesseiro muito baixo", reflete Podgaeti.




Dormir de barriga para cima

Essa não é a posição mais indicada, mas também não é de todo ruim para o corpo. O lado bom é que as articulações conseguem relaxar de forma satisfatória, impedindo torções e dores. Porém, a coluna não fica perfeita. "Você acaba retificando seu corpo, e o melhor jeito de manter as curvas da colina perfeita é deitando de lado", pondera Podgaeti. Outra questão é a maior chance de problemas como a apneia ou ronco aparecerem em que se deita nesta posição. "A língua vai para trás, atrapalhando a respiração", comenta o especialista. Lembrando que esse não é único fator que pode causar esses processos.





Como melhorar a posição de barriga para cima
Uma das formas de garantir que você durma melhor de barriga para cima é com o travesseiro. Ao contrário da posição de lado, em que ele fica mais alto, ao deitar-se virado para cima ele deve ser bem baixinho. "Assim, evita-se uma tensão na musculatura cervical", explica Trevizani. Uma forma de garantir um relaxamento das pernas é colocar um travesseiro embaixo dos joelhos, o que permite que eles fiquem menos entendidos, relaxando os músculos da lombar e das coxas.

Já os braços, ao deitar-se de barriga para cima, devem ficar ao longo do corpo, ou com as mãos pousadas levemente sobre o abdômen. Sem por força, é claro, ou você acabará prejudicando a respiração. "Não é indicado colocar os braços para alto, pois acaba ficando desconfortável ao longo da noite", friza o especialista.



Dormir de bruços
Se dormir de barriga para cima é aceitável, dormir de bruços é completamente contraindicado! Além de deixar o corpo reto também, da mesma forma que a primeira posição, ainda tem o agravante do pescoço. "Ao se deitar de lado, você precisa se virar para respirar, torcendo o pescoço cerca de noventa graus. Quando você coloca um travesseiro, então, além de torcer, você o hiperestende, causando dores cervicais", descreve o ortopedista Podgaeti. Infelizmente, no caso dessa posição, não há muito o que resolver, de acordo com os especialistas. "Mesmo que muitas pessoas estejam adaptadas a essa posição e se sintam confortáveis, podem ocorrer problemas de cervicalgia, dor nos ombros, bursite, tendinite e até dor nas costas", enumera o especialista.




E se mudo de posição ao longo da noite?
Infelizmente, só dá para controlar mesmo nossa posição antes de adormecer, depois disso, é normal que nosso corpo busque adaptação para ficar mais confortável, e nós acabemos nos movimentando um pouco. "Isso é normal, então o que você pode fazer é sempre começar seu sono numa melhor posição, o resto não dá pra controlar", aconselha Podgaeti.

Porém, se você se mexe até demais, pode ser indicativo de outros problemas de sono. "Quem se vira muito na cama a noite precisa verificar se não há alteração no sono que pode gerar agitamento. Para isso existem tratamento específicos e é importante procurar um especialista em sono", recomenda Trevizani. 




Dá para mudar a posição em que eu durmo?
Outro problema é tentar mudar uma posição a qual seu corpo já está tão acostumado, não é mesmo? Mesmo os pequenos ajustes nas posições normais podem ser incômodos. Para o ortopedista Podgaeti, tudo é uma questão de treino e de insistência. "No começo sem dúvida você acaba voltando a posição ruim sozinho mesmo, mas com o tempo o corpo vai ficando cada vez mais na posição ideal e vai se acostumando", indica o especialista. Pode ser um processo cansativo, mas vale a pena tentar melhorar, para garantir um sono mais leve e reparador, que vai inclusive recuperar você de todo esse esforço!


Fonte: minhavida.com.br

quarta-feira, 18 de junho de 2014

DE OLHO NA POSTURA




Enquanto você começa a ler esta matéria, observe como está seu corpo. Se estiver caído para um lado ou para a frente, endireite-se já! Esse cuidado pode evitar dores nas costas, uma queixa infelizmente comum. Para ter uma ideia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% das pessoas sentem dor na parte baixa da coluna, conhecida como lombalgia.

A boa notícia é que na maioria dos casos este incômodo pode ser evitado. Para isso, basta ficar atento à sua postura ao realizar as diversas tarefas cotidianas!


Saiba quais são as posturas corretas

Perguntamos à fisioterapeuta Patrícia Rios Poletto, coordenadora do curso de fisioterapia da Unifesp, quais são as posturas corretas para as atividades do cotidiano:

- Amarrar o tênis: sente-se e traga a perna até você. O mesmo vale para vestir as meias.

- Falar ao telefone: não apoie o aparelho sobre o pescoço e o ombro, para evitar forçar a musculatura. Se precisar manter as mãos livres, use fone com microfone.

- Dormir: “A melhor posição é de lado, com os dois joelhos semidobrados, e um travesseiro entre eles”, explica Patrícia. Se você prefere dormir de barriga para cima, coloque um travesseiro abaixo dos joelhos e outro para apoiar a cabeça. Evite dormir de barriga para baixo, pois esta posição pressiona exageradamente sua coluna.


E atenção: escolha com cuidado seu travesseiro e colchão, para que tenham resistência e altura adequada. Para saber como escolher, leia nossa matéria Colchão e travesseiro: escolha bem e durma como um anjo.

- Pegar um objeto no chão: ao se abaixar, flexione o joelho e o quadril sem dobrar a coluna e contraia os músculos abdominais. Evite pegar objetos com peso excessivo. Se necessário, peça ajuda a outra pessoa.

- Lavar louça: mantenha a coluna ereta, e apoie um dos pés sobre um pequeno apoio. Se a tarefa for prolongada, alterne os pés.

- Carregar mochila: coloque as alças nos dois ombros e tome cuidado com o excesso de peso. As crianças devem carregar no máximo 10% do seu peso corporal.

- Segurar o bebê no colo: procure sentar-se, evitando períodos de mais de 10 minutos em pé. Nesse caso, contraia o abdômen e deixe a bacia levemente para frente, para manter a coluna reta.

- Dirigir: “Não coloque o banco muito distante ou próximo dos pedais para evitar braços esticados ou flexionados demais. Já a inclinação do encosto deve estar a 110º, ou seja, levemente para trás”, orienta a fisioterapeuta.

- Assistir TV no sofá: evite se deitar, já que o sofá não tem adaptações ergonômicas para essa posição, (seu braço costuma ser alto para se colocar a cabeça). Apoie a região lombar no encosto e deixe seu quadril e joelhos flexionados cerca de 90°.

- Sair da cama: não se levante para a frente. Vire de lado, apoie as mãos e os cotovelos no colchão e use os braços para erguer a coluna e impulsionar o corpo fora da cama.


- Trabalhar no escritório: mantenha a cadeira a uma altura que permita a flexão de 90° do quadril e do joelho, e apoie a região lombar no encosto. Apoie os antebraços confortavelmente na cadeira ou na mesa. Os pés devem estar totalmente apoiados no chão, enquanto a tela do computador precisa ficar na altura dos olhos para o pescoço permanecer em uma posição confortável. Se possível, dê uma pausa e faça alguns exercícios da ginástica laboral para alongar a musculatura.


Prevenção é tudo!

Você costuma sentir dores nas costas? Se a resposta é não, aí vai um conselho importantíssimo: comece a se exercitar! Atividades físicas são essenciais para prevenir problemas no futuro. Isso porque elas fortalecem e alongam a musculatura ao redor da coluna, além ajudarem a manter a flexibilidade das vértebras.

Então, comece a se mexer agora mesmo! Qual a atividade física que você mais gosta? Dança? Ou curte as artes marciais, como taekwondo, karatê e judô? As academias contam, também, com diversas modalidades para quem gosta de suar a camisa e se divertir.


Fonte: portalvital.com

quarta-feira, 11 de junho de 2014

5 Dicas para Combater a Dor no Corpo

Por letícia Maciel

Sentir um incômodo, de vez em quando, é natural. Aprenda algumas dicas simples para combater a tensão muscular e viver melhor


Procure o médico certo para você
O especialista deverá ver você como um ser integral. Só assim ele será capaz de avaliar as melhores opções para o controle do seu tipo de dor.



Durma bem
Pessoas que não têm ciclo de sono regular nunca encontram alívio para a dor crônica.


Faça alguma atividade física
Caminhe, trabalhe, movimente-se. O exercício físico feito de forma correta ajuda a combater futuros problemas.

 
Diga não ao tabagismo
Quem sofre com a dor crônica nunca apresentará melhora enquanto fumar.



Viva um dia de cada vez
Organize-se para praticar as tarefas diárias, de forma a se manter ocupado todos os dias.



Texto: Cristina Almeida/ Fotos: Shutterstock/ Adaptação: Letícia Maciel
Fonte: revistavivasaude.uol.com.br

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Personalidade pode influenciar problemas de saúde no futuro

É comum as pessoas verificarem com frequência a pressão arterial e o IMC, no entanto, pesquisadores da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, descobriram que é importante também avaliar a personalidade. Segundo o estudo, o comportamento pode influenciar em problemas de saúde mais sérios ao longo da vida e é tão importante quanto o histórico médico familiar e os maus hábitos. As informações são do Daily Mail.


Viver de forma consciente é um dos principais fatores, segundo estudo
Foto: Getty Images

O motivo é a interferência da personalidade nos cuidados que a pessoa têm com ela mesma. Os pesquisadores afirmaram que as mais conscientes são muito menos propensas a desenvolver problemas de saúde do que as que não são. A característica, de acordo com o estudo, é o mais importante traço da personalidade que pode impactar a saúde no futuro.

Professor da Universidade Duke, Salomon Israel, disse que, das pessoas “com menos consciência na juventude, 45% tiveram problemas de saúde a partir dos 38 anos, contra apenas 18% do grupo mais cuidadoso”. Para realizar o estudo, os cientistas analisaram dados de uma pesquisa de saúde e desenvolvimento da Nova Zelândia, envolvendo 1.037 pessoas nascidas entre abril de 1972 e março de 1973. Os participantes foram avaliados a cada dois anos, desde o nascimento, até completarem 38 anos.

Fonte: saude.terra.com.br

quarta-feira, 21 de maio de 2014

O Sapato Ideal para o seu Pé




Poucas coisas incomodam tanto quanto um sapato que machuca. Um calçado desconfortável, daqueles que enchem os pés de bolhas, tira o bom humor de qualquer pessoa, seja numa ocasião mais formal, como no trabalho, ou até em uma festa ou viagem de férias. Por isso, alguns cuidados são fundamentais na hora de escolher o modelo ideal.

O ortopedista Fábio Ravaglia, presidente do Instituto de Ortopedia & Saúde (SP), explica que existem três formatos de pés: largos, médios e finos, que precisam se adequar a sapatos com essas características. Quem tem os maiores, deve utilizar os bicos mais arredondados ou quadrados - sandálias também são boas pedidas. Já para os menores, a melhor opção são os de bico fino.

Caso apresente algum problema no pé, como joanete, por exemplo, a indicação é usar um salto de, no máximo, 3 cm, com bico redondo ou quadrado. "Se desejar um bico fino, é necessário que seja um sapato largo, apenas com a pontinha fina", diz Ravaglia.

O ortopedista alerta ainda que os saltos altíssimos não são recomendáveis em nenhuma circunstância. "Se fala em saltos de 20 cm para a próxima estação, mas essa parte do calçado não deve ter mais de 10 cm. E, mesmo assim, tem que ser usado por pouco tempo, entre duas e três horas."

Para o especialista em medicina esportiva e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME), Jomar Souza, antes da estética, o consumidor deve pensar no conforto. E nada de cair naquela história de vendedor dizendo que o sapato “vai amaciar ou folgar com o uso”. “Se ele não se ajusta já na primeira vez, pode, ao longo do tempo, virar um tormento”, afirma Souza.

Outra dica é deixar para comprar o calçado no fim do dia, quando os pés estão mais inchados. A pessoa ainda deve experimentar o par e andar um pouco pela loja.

No caso dos tênis, é importante analisar o tipo de pé - cavo (em que a curva da planta do pé é mais acentuada) ou chato (em que a curva da planta do pé quase inexiste) - e o tipo de pisada. De acordo com Souza, avaliações em lojas de material esportivo podem dar uma noção, porém, o ideal é fazer uma baropodometria computadorizada (um exame de alta tecnologia que avalia a distribuição do peso do corpo em cada pé e os pontos de maior sobrecarga nas plantas) com um profissional.


Fonte: portalvital.com

quarta-feira, 14 de maio de 2014

As 10 lesões mais comuns nos esportes

Escrito por Joshua Benjamin Traduzido por Lúcia Collischonn De Abreu


Se você for praticar um esporte, é provável que se machuque em algum momento. Pode não ser uma lesão grave - e, de fato, nos esportes mais leves como beisebol ou basquete, provavelmente não será grave - mas essa é uma probabilidade estatística. Então, antes de ir se inscrever para jogar rugby, ou entrar naquele time de polo aquático no qual está interessado, dê uma olhada nas dez lesões esportivas mais comuns para que você saiba em que você está se metendo, e possa tomar precauções para proteger-se contra elas.


As lesões são muito comuns nos esportes
Jupiterimages/Brand X Pictures/Getty Images



1. Distensão ou estiramento muscular
Uma distensão muscular pode acontecer em qualquer músculo do corpo, não importando se você aqueceu ou alongou antes. Qualquer número de fatores pode contribuir para uma distensão muscular, incluindo uso excessivo, stress, fadiga ou simplesmente caindo do jeito errado.

2. Dor na cervical
Não parece tão ruim, mas aqueles que sofreram de dores na cervical podem confirmar que essa é uma das piores lesões que podem ocorrer. Ocorrências comuns de dor na cervical acontecem com ciclistas e tenistas; ciclistas porque passar muito tempo em uma bicicleta em uma posição ereta olhando pra frente pode fazer com que os músculos endureçam, enquanto que tenistas podem sentir isso ao fazer uma manobra por sobre a cabeça ou um saque padrão.

3. Lesão no ombro
A lesão do ombro deslocado é comum entre jogadores de bola porque eles são os que usam os pequenos músculos no ombro conhecidos como manguito rotador. Usado ao lançar uma bola - assim como ao nadar e em alguns exercícios de levantamento de peso - os músculos do manguito rotador podem se distender e pode ser doloroso movê-los. Se os músculos do manguito rotador estiverem muito enfraquecidos, é possível que todo o ombro desloque os ligamentos por atividades mais forçadas e repentinas.

4. Distensão na lombar
Uma das lesões mais comuns no esporte, a distensão na lombar pode acontecer em praticamente qualquer esporte por uma variedade de motivos. As causas mais comuns de dor na lombar incluem elevação indevida de objetos pesados​​, torcendo as costas de forma estranha, e executar uma ação sem praticar. Estes tipos de ações colocam tensão indevida sobre os pequenos músculos das costas, muitas vezes sobrecarregando-os e levando-os a ficar repuxados ou e distendidos, com muita dor.

5. Cotovelo de Tenista
Apesar do que se mostra no nome, essa lesão em particular não está limitada a tenistas. O Cotovelo de Tenista é uma inflamação dos músculos e tendões do antebraço causada por um uso excessivo frequente desses músculos. Embora sejam os músculos do antebraço que estejam sendo forçados, a dor é sentida na verdade na parte de fora do cotovelo. Esse tipo de lesão é comum em jogadores de tênis e de golfe.

6. Joelho de corredor
Uma lesão especialmente desagradável associada com qualquer esporte em que a corrida seja uma parte essencial, o Joelho de Corredor ocorre quando a rótula do joelho fica desalinhada e a cartilagem na parte de trás do joelho. Se isso continuar, a cartilagem vai eventualmente se gastar, e fluidos vão começar a se formar e causar inchaços dolorosos no joelho.

7. Canelite
Outra reclamação comum entre corredores, a canelite é um termo geral para todas as dores nos músculos próximos dos ossos da canela. A canelite é uma reclamação comum entre aqueles que estão ainda começando a treinar ou são novos em um esporte, pois esse conjunto de músculos específico não está acostumado a suportar atividade degastante por períodos de tempo prolongados. As canelites podem ser causadas por correr e pular em superfícies duras sem amortecimento apropriado para os pés, ou devido a muito uso extenuante.

8. Torção no tornozelo
Uma lesão não somente relegada às lesões esportivas, a torção no tornozelo ocorre mais comumente quando o pé rola para o lado após peso ter sido colocado sobre ele. Isso causa uma distensão dos ligamentos na parte de fora do tornozelo, e normalmente resulta em inchaço doloroso e marcas azuis e preta na parte de fora do tornozelo.

9. Tendinite de Aquiles
A tendinite de aquiles é uma inflamação muito dolorosa no tendão de aquiles na parte de trás da perna. Ela é tipicamente causada pelo uso excessivo - seja por muita corrida, pulos ou atividades similares. Esse tipo de lesão é comum naqueles esportes onde correr ou pular sejam atividades essenciais, como vôlei ou basquete.

10. Dor no arco plantar
Mais comumente encontrado entre pessoas de meia-idade que começam a praticar uma atividade física após um longo período inativos, a dor no arco plantar é causada pela distensão ou inflamação da parte acolchoada - chamada de fáscia plantar na terminologia médica - na planta do pé. Mesmo que não seja uma lesão debilitante, ela pode ser muito dolorosa e é especialmente prevalente entre pessoas com arcos do pé altos e rígidos. Esse tipo de lesão é mais comum entre corredores, mas não se limita a eles.


Fonte: ehow.com.br

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Fisioterapeuta explica os benefícios das atividades físicas durante a gravidez

Texto de opinião

Uma dúvida comum no universo materno é se as grávidas podem se exercitar na gravidez. O primeiro passo a se seguir é procurar um médico para avaliação. Caso não haja contraindicações, as atividades físicas podem trazer inúmeros benefícios. Segundo a fisioterapeuta Georgia Nunes Braga, colaboradora da Rede Mães de Minas, se a pessoa já faz alguma atividade antes de engravidar, normalmente ela pode manter a prática e só adaptá-la às mudanças corporais, como, por exemplo, evitar posições de barriga para baixo. “Mulheres que são totalmente sedentárias e engravidam não devem se aventurar a muito esforço. Devem preferir atividades menos intensas. Se começar a se cansar e ficar com respiração curta, é preciso diminuir o ritmo e verificar a frequência cardíaca, que não deve elevar-se muito”, destaca Georgia.

Camila de Magalhães | FAC

Durante a gestação, explica a fisioterapeuta, as mulheres passam por várias mudanças fisiológicas, físicas e hormonais, que desencadeiam alterações posturais e musculares. A especialista explica que existe um hormônio produzido na gravidez, a relaxina, que faz com que a mobilidade dos ligamentos fique aumentada. “Os ligamentos ficam mais frouxos e a musculatura também. Com o aumento da instabilidade corporal e articular, aumentam as chances de ter lesões. E, quanto mais volume abdominal, mais chances de dores e instabilidade lombo-pélvica, que pode provocar escape de urina ao tossir ou espirrar.”

De acordo com Georgia, as atividades físicas reduzem o risco de lesões musculares e nos ligamentos, melhoram a circulação sanguínea e linfática, diminuem as chances de câimbras, estimulam a consciência corporal, aumentam a autoestima, beneficiam a capacidade cardiorespiratória. Além disso, junto com uma alimentação balanceada e adequada, controlam o ganho de peso.
Entre as atividades mais recomendadas durante a gestação, estão caminhada, bicicleta ergométrica, hidroginástica, hidroterapia, ioga, pilates, reeducação postural e musculação. Confira as vantagens de cada uma delas, segundo a fisioterapeuta da Rede Mães de Minas:

  • Caminhada: atividade aeróbica, de baixo impacto, democrática, acessível a qualquer pessoa. Tem a vantagem de melhorar a circulação sanguínea que causa inchaço nas pernas e fortalecer a musculatura dos membros inferiores. Pode ser feita em dupla ou com mais pessoas, ao ar livre. Trabalha mente e corpo.
  • Bicicleta ergométrica: tem todos os benefícios da caminhada. Pessoas que não fazem atividade antes da gestação não devem iniciar com carga. As bicicletas ergométricas horizontais oferecem mais conforto que as verticais, pois têm um cuidado com a flexão de joelho e quadril.
  • Hidroginástica: aula de ginástica na água, dada normalmente por educador físico posicionado fora da piscina. Não provoca impacto articular e trabalha o equilíbrio. É boa para quem tem dor no tornozelo, joelhos, quadris e coluna.
  • Hidroterapia: dada por fisioterapeuta dentro da água. É uma atividade bem individualizada, com contato grande com o profissional. Além de oferecer os benefícios da hidroginástica, a água aquecida provoca bem estar e conforto. Só não pode ser muito quente para não aumentar a temperatura corporal da mãe. É uma ótima opção de atividade para quem não pode ter muito impacto.
  • Ioga: atividade que integra o corpo e mente, também trabalha o sistema respiratório, levando ao relaxamento e diminuindo a ansiedade.
  • Pilates: associa flexibilidade, força, consciência corporal, relaxamento, respiração, estabilidade de tronco, controle de centro (power house), concentração, coordenação e controle muscular adequado. Trabalha com a estabilidade da musculatura postural, do assoalho pélvico, fortalecimento e alongamento muscular, prevenindo possíveis dores e lesões. É uma atividade que a mulher pode ter mais ganho, pois há um preparo para o momento do trabalho de parto.
  • Reeducação postural, cadeias musculares ou RPG: trabalho interessante para a grávida, com ótima resposta contra a dor, pois melhora a consciência corporal e ativação muscular adequada. Não trabalha condicionamento cardiorrespiratório, mas reeduca a postura para evitar dores. Pode fazer desde o início até o fim da gravidez. É muito raro ter contraindicação para esse tipo de trabalho.
  • Musculação: trabalha o fortalecimento da musculatura globalmente. Deve ser realizada sob orientação de educador físico ou fisioterapeuta, sem muita carga, para evitar o aumento de pressão intra-abdominal.

Fonte: redemaesdeminas.com.br

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Benefícios da Terapia Sacro Craniana





A Terapia Sacro Craniana (ou Crânio Sacral) é um método suave de avaliar, detectar e corrigir disfunções no sistema sacro craniano e no corpo com o uso das mãos.

Usando um toque suave, os terapeutas hoje confiam na Terapia Sacro Craniana (ou Crânio Sacral) para melhorar o funcionamento do sistema sacro craniano (o qual cria o ambiente fisiológico no qual o sistema nervoso central vive e funciona), eliminar os efeitos negativos do stress, aumentar a resistência à doença e melhorar toda a saúde.

A Terapia Sacro Craniana (ou Crânio Sacral) tem sido usada com sucesso na ajuda de:


  • Melhoramento de todo o funcionamento do sistema sacro craniano o qual melhora  o funcionamento do sistema nervoso central,
  • Eliminação dos efeitos negativos do stress,
  • Depressão e Depressão Pós Parto (endógenas- que vêm de dentro ou que têm causas físicas)
  • Fadiga Crônica
  • Fibromialgia e outras Desordens do Tecido Conectivo.
  • Desordem do défice de atenção,
  • Desordens do sistema nervoso central (as que têm por base alterações ou deficiências (disfunções) do sistema sacro craniano),
  • Autismo; Paralisia; Dislexia
  • Asma, bronquite, problemas respiratórios, etc.
  • Sinusite, tonturas e zumbidos
  • Enxaquecas, Cefaleias, Dores de cabeça, dores de pescoço, costas e menstruais, etc.
  • Disfunção da articulação tempero mandibular (ATM),
  • Dificuldades de coordenação motora,
  • Problemas de olhos como estrabismo, nystagmus, etc.
  • Hiperatividade, desordens de atenção, etc.
  • Artrite e Artrite Reumatóide
  • Aumento da resistência à doença e melhoramento de toda a saúde.


E muitas outras condições.

A Terapia Sacro Craniana (ou Crânio Sacral) melhora e acelera os processos de cura natural do corpo;

Melhora o funcionamento do sistema nervoso central;

Dissipa os efeitos do stress, melhora toda a saúde e aumenta a resistência à doença.

Como técnica não invasiva e extremamente suave, ela está indicada para todas as pessoas incluindo os recém nascidos onde nestes é usada para reequilibrar o seu corpo de forma a ultrapassar qualquer possível problema derivado do nascimento e para fazer a prevenção de possíveis problemas futuros ou para reforçar todo o seu corpo e sistema imunitário.

Desta forma prepara-se o bebé para enfrentar muitas das dificuldades com que irá ter de lidar no seu dia a dia livrando os pais de muitas preocupações.




Fonte: sacrocraniana.no.sapo.pt

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Osteopatia promete tratar hérnias e dores nas costas sem remédio ou cirurgia

Um tratamento para problemas nos ossos, músculos e articulações que promete a cura de males como hérnias e dores nas costas sem remédio nem cirurgia. Parece mentira, mas existe. Trata-se da osteopatia, técnica criada no século 19 nos EUA pelo cirurgião Andrew Taylor Still. Insatisfeito com os métodos disponíveis na época para tratar os feridos na Guerra de Secessão americana, o médico passou a estudar anatomia e fisiologia em cadáveres para tentar entender melhor o funcionamento do corpo humano.

A partir dos resultados dessas pesquisas, o cirurgião desenvolveu o tratamento que consiste, basicamente, na estimulação manual dos tecidos (articulações, músculos, tendões, fáscias, ligamentos, cápsulas, vísceras, tecido nervoso, vascular e linfático), com técnicas específicas, que incluem massagens e outros exercícios. Still acreditava que essas intervenções poderiam aumentar a capacidade de recuperação do organismo de forma natural.



A técnica é indicada para males como perda de movimento, formigamentos e dores nas costas


Segundo Juliano Wada, fisioterapeuta especializado em osteopatia e acupuntura, o principal diferencial da osteopatia é atuar nas disfunções e não apenas nos sintomas das doenças. "As disfunções são o desequilíbrio ou o não funcionamento adequado de determinada estrutura ou sistema, o que normalmente desencadeia os sintomas. Não se trata de atuar apenas na melhora dos sintomas e sim atenuá-los a partir do tratamento de sua causa", explica ele.

A técnica é indicada para problemas no sistema músculo-esquelético que causem dores (cervicalgias, lombalgias, dores no ombro, joelho, tornozelo, cabeça, hérnias de disco e ciáticas), alterações de sensibilidade (formigamentos, diminuição ou aumento da sensibilidade) e limitações articulares (perda do movimento) . "O principal diferencial é a utilização somente do tratamento manual, com extrema eficácia e sem a utilização de medicamentos e de processos cirúrgicos", avalia o especialista.

A osteopatia foca o paciente, e não a doença, para tratar de males nos músculos, ossos e articulações



No Brasil, a osteopatia desembarcou apenas em 1989, quase um século depois da fundação da Escola Americana de Osteopatia, nos EUA, em 1892. Hoje, há cerca de 1.000 especialistas na técnica no Brasil, número considerado baixo. "Isso se deve ao tempo de formação e dificuldade da especialização. A França, por exemplo, possui 30.000 osteopatas para uma população três vezes menor", pontua Wada. 

Apesar de ser considerada uma prática da medicina alternativa, a osteopatia é reconhecida pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito) e só pode ser exercida por fisioterapeutas formados e com cinco anos de pós-graduação específica na técnica. "Ela está baseada na anatomia, na fisiologia e semiologia, e não deve ser considerada esotérica", frisa Wada. "A sua validade é bastante concreta tanto que a Organização Mundial de Saúde (OMS) a recomenda", conta ainda o fisioterapeuta.

O tratamento começa com uma avaliação minuciosa do paciente, que consiste em diversas perguntas sobre o histórico de disfunções e doenças, cirurgias, sinais e sintomas, e as relações entre eles. "Depois realizamos a inspeção e a palpação com diagnóstico clínico (testes) e só então iniciamos o tratamento com técnicas específicas para cada paciente. Portanto, as técnicas selecionadas e a evolução é totalmente individual entre os pacientes com a mesma queixa", relata o especialista.

No início, o paciente passa pela intervenção uma vez a cada intervalo de 7 ou 15 dias. Com a melhora do quadro clínico, o tempo entre as sessões pode ficar mais espaçado. O tratamento não possui contraindicações. "Podemos abordar crianças, bebês, idosos e gestantes, com um prognóstico positivo e rápido", finaliza Wada.





Fonte: noticias.uol.com.br